Lula prevê acordo após eleição equatoriana
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Folhapress 
Nova York- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alfinetou ontem a vizinhança sul-americana ao comentar, pela primeira vez, o sequestro de bens da construtora brasileira Odebrecht pelo governo do Equador -e dizer que o Brasil deve ter mais cautela por ser o país mais poderoso. ''Vamos deixar um pouco a bola passar para a gente resolver esse problema. Eu acredito que esse é o papel do Brasil. O Brasil não tem jeito (de ser diferente). Quem é o maior... Você imagina na sua casa, com seus irmãos menores, ou seja, quando você morava com três, quatro irmãos, você podia estar certo, mas eles ficavam te cobrando'', disse Lula em Nova York, onde participou da abertura da 63Assembléia Geral da ONU.
Lula citou o contexto da decisão, a expectativa do presidente Rafael Correa de ver aprovada a nova Constituição em referendo no domingo. ''Eu não tenho dúvida de que vamos encontrar um acordo, ou seja, é importante a gente lembrar que nós temos muitas eleições (...). No Equador tem eleições...''
Apesar de acompanhar as gestões do Itamaraty no caso, para Lula o confisco ''não é uma questão que mereça que o presidente da República tenha uma participação, porque está no âmbito do Ministério das Relações Exteriores'', declarou.


