Cabo Verde - Após giro de quatro dias pela África, o presidente Lula chega ao Brasil trazendo na bagagem mais protocolos de intenção assinados no continente, poucos acordos comerciais relevantes e o provável perdão da dívida externa de dois países, Gabão e Cabo Verde (US$ 36 milhões e cerca de US$ 3 milhões, respectivamente).
A viagem de Lula pelo continente africano teve um teor muito mais político do que econômico. O Brasil coloca-se no papel de primo rico ao doar aos africanos medicamentos, computadores e livros, deixando evidente uma das principais características da política externa atual, a de liderança dos países do eixo Sul.
Mais importante do que levar empresários a fazer acordo com estes três pequenos países visitados (Gabão, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe), que representam um mercado de menos de 2 milhões de pessoas, é a busca do presidente pelo apoio dos países na região na reformulação do Conselho de Segurança da ONU, onde Lula pleiteia um assento permanente para o Brasil. Arrancou dos três países declarações de apoio à pretensão brasileira.
O Ministério das Relações Exteriores aguardava cerca 30 empresários para a viagem. Na comitiva do presidente, no entanto, apenas dois participaram de todo o percurso. Atualmente, o comércio dos três países com o Brasil é pequeno. Movimenta apenas US$ 20 milhões.

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