Lula e Chirac assinam diversos acordos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 15 de julho de 2005
France Presse 
Paris - Os presidentes Jacques Chirac e Luiz Inácio Lula da Silva assinaram ontem, em Paris, vários acordos de cooperação nos âmbitos aeronáutico militar, energético e de meio ambiente, o que aumentará ''a intensidade das relações bilaterais''.
Na sede da presidência francesa, os dois governos materializaram o acordo para a construção de uma ponte sobre o rio Oiapoque, entre a Guaiana francesa e o estado do Amapá.
''Espero inaugurar esta ponte com Lula em 2006'', afirmou Chirac, felicitando o fato de que o Brasil tenha reconhecido a ''dimensão americana'' da França nesta fronteira comum de 700 km em plena Amazônia.
Nas palavras de Lula, esta ponte contribuirá também para incrementar os intercâmbios comerciais entre os dois países. ''Ela colocará o Brasil em contato com um dos principais países europeus e a França com um dos maiores paíse latino-americanos'', explicou.
Além disso, o Brasil confirmou a compra de 12 aviões Mirage 2000 de segunda mão do exército francês para substituir os atuais Mirage III-E/BR, que a aviação brasileira deseja tirar de uso no final 2005.
Por outra parte, o chanceler Celso Amorim e seu colega francês Philippe Douste-Blazy, junto com a ministra da Defesa, Michele Alliot-Marie, assinaram dois acordos de cooperação no âmbito tecnológico e da aeronáutica militar.
Amorim e o titular da pasta da Economia francês, Thierry Breton, também concluíram um projeto de cooperação relativo à mudança climática e ao desenvolvimento de mecanismos que ajudem a cumprir o tratado de Kyoto.
''Vamos convencer a França das vantagens do etanol como combustível alternativo. O mundo não pode continuar dependendo dos combustíveis fósseis, já que os renováveis geram emprego, independência e riqueza'', assegurou Lula.
Os dois presidentes divulgaram uma declaração conjunta sobre a necessidade de encontrar formas ''inovadoras'' de financiamento do desenvolvimento, um objetivo no qual estão empenhados desde 2004 a fim de acrescentar fundos adicionais à ajuda pública que os governos já concedem aos países mais pobres.
Segundo esta declaração, ambos desejam colocar em andamento até 2006 um projeto para ampliar as taxas às passagens de avião com o que se poderá ''financiar a luta contra a Aids''.
Por isso, pedem a seus sócios que se unam a esta iniciativa em setembro de 2005, em uma cúpula extraordinária que avaliará o avanço das Metas do Milênio da ONU para reduzir a pobreza mundial.


