Lula destaca missão de paz no Haiti
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segunda-feira, 31 de maio de 2004
Ricardo Mignone<br> Agência Folha 
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) despediu-se ontem de parte do contingente militar brasileiro que integrará a força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti. Um grupamento de 150 soldados e oficiais, sendo 120 do Exército e 30 do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha, embarcou em três aviões Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB) que decolaram às 15h30 da Base Aérea de Brasília.
No discurso, Lula desejou boa sorte aos militares e destacou a importância da missão de paz no Haiti.''Trago uma mensagem de apoio e de confiança à todos os senhores e peço-lhes que a transmitam aos que já partiram do Rio de Janeiro. A manutenção da paz tem seu preço e esse preço é o da participação'', disse o presidente referindo-se aos militares que partiram na última sexta-feira do porto do Rio.
O comboio composto por quatro navios da Marinha levará 18 dias para chegar ao Haiti. Já os aviões da FAB chegarão antes, por volta do meio-dia de hoje. Fazem parte da força de paz brasileira 1.200 militares das três armas. Só no comboio da Marinha viajaram 161 militares, sendo 98 do Exército, vindos do Rio Grande do Sul, e 63 fuzileiros navais do Estado do Rio-que integrarão a missão de paz. Os 993 tripulantes dos navios não participam da missão.
A partir de junho, tropas de países sul-americanos (Argentina, Uruguai, Peru e Paraguai, além do Brasil e do Chile) deverão começar a substituir os militares norte-americanos, franceses e canadenses que participam da missão de paz. As tropas internacionais foram enviadas ao Haiti pela ONU após a queda, no final de fevereiro, do presidente Jean-Bertrand Aristide, pressionado por forças rebeldes.
Observadores e assessores militares brasileiros das três forças têm participado de praticamente todas as missões de paz recentes da ONU. Mas contingentes militares maiores foram enviados em apenas alguns casos seletos notadamente, por motivos até históricos, as missões nas ex-colônias portuguesas, como Angola (1995 a 1997), Moçambique (1994) e Timor Leste (tropa está no país desde 1999)


