Assunção (Paraguai) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou ontem sua participação na 28 Reunião de Cúpula do Mercosul pedindo avanço na criação de um fundo comercial e de uma política industrial comum para integrar os sistemas produtivos da região.
O presidente se comprometeu a contribuir com o Uruguai, que assume a presidência temporária do bloco pelos próximos seis meses, no mapeamento de dificuldades comerciais dos países. As informações são da Agência Brasil. Lula também convocou a participação da sociedade, empresários e parlamentares para o fortalecimento do Mercosul e pediu agilidade na criação do Parlamento do bloco, prevista para 2006.
Além disso, o presidente destacou a importância do bloco e da integração entre os países para o desenvolvimento da região e o fortalecimento político e social das nações. Lula lembrou avanços que o bloco conquistou em negociações comerciais com Israel, Canadá, Egito e Marrocos.
O presidente antecipou, em duas horas, sua volta a Brasília depois de ter participado da Cúpula do Mercosul, em Assunção. Com o retorno antecipado, o presidente não participou do encerramento do encontro de chefes de Estado do bloco econômico (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) na capital paraguaia. A nova agenda de atividades de Lula ainda não foi divulgada, mas, de acordo com o Planalto, estão previstas, inicialmente, reuniões internas no Palácio.
Presidência- O Uruguai assumiu ontem a Presidência Pro Tempore do Mercosul pelos próximos seis meses. O presidente uruguaio, Tabaré Vásquez, lembrou que o país assume a liderança no mesmo período em que comemora os 241 anos de Dom José Artizaz, herói nacional que defendia a integração dos povos da região em um sistema federal.
Vásquez disse que o Uruguai quer mais e melhor para o Mercosul, lembrando bandeiras defendidas pelo bloco como a união aduaneira, complementação de produtos, abertura de mercados e a integração energética e de instrumentos financeiros comuns. O presidente do Uruguai destacou ainda que a gestão à frente do Mercosul não vai contemplar apenas os interesses de seu país, mas de todos que integram o grupo.

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