Lugo pede ao Brasil extradição de ativistas
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Folhapress 
Brasília- O Paraguai pretende aumentar a pressão para que o governo brasileiro extradite três ativistas de esquerda que estariam envolvidos em atos de terrorismo e sequestro comum no país vizinho. São eles Anuncio Marti Mendez, Juan Arrom e Victor Colman, integrantes do Exército do Povo do Paraguai (EPP), grupo que teria ligação com as Farc e que o governo de Fernando Lugo considera terroristas e sequestradores. Os três estão no Brasil na condição de refugiados políticos desde 2004.
O EPP esteve envolvido em crimes que causaram grande comoção no Paraguai nos últimos anos, principalmente para extorsão. Entre eles, o sequestro de Maria Edith de Debernardi Bordon, libertada em fevereiro de 2002 depois de 64 dias de cativeiro, em troca de um resgate de U$ 300 mil; o assassinato de Cecília Cubas, filha do ex-presidente Raul Cubas, em 2005, e do fazendeiro Fidel Zavala, que terminou em janeiro deste ano, depois de 94 dias, em troca de U$ 550 mil. Todas as ações foram reivindicadas pelo EPP. Os cativos libertados têm contado que ficaram presos em tocas embaixo da terra, o que é muito semelhante à forma como as Farc escondem seus prisioneiros.
O governo Lugo oferece recompensa de cerca de 500 milhões de guaranis (U$ 107 mil) para quem ajudar na captura dos membros do EPP. Eles receberam do Brasil o status de refugiados políticos depois do sequestro de Maria Edith. Alegaram que estavam sendo perseguidos pelo governo de lá, e que haviam sido sequestrados e torturados pela polícia paraguaia. Lugo, no entanto, assegura que agora o Paraguai vive em plena democracia e que os três terroristas terão direito a um julgamento justo e imparcial.


