O exército britânico mobilizou ontem um impressionante dispositivo militar em Drumcree, nas proximidades de Portadown (sudoeste de Belfast), onde hoje acontece uma passeata protestante orangista que há vários anos provoca violentos enfrentamentos. Dois mil soldados foram mobilizados para prevenir qualquer violência durante a marcha.
Ontem, ao amanhecer, 600 soldados começaram a instalar uma enorme barreira metálica para bloquear o acesso a uma ponte, e impedir que os manifestantes entrem no bairro nacionalista católico de Garvaghy Road.
Pela quarto ano consecutivo, uma comissão independente sobre a organização de marchas proíbe os orangistas de passar por Garvaghy Road, para evitar qualquer enfrentamento com uma comunidade católica que se sente provocada e insultada.
Desde 1998, porém, esta probição provocou uma reação furiosa dos protestantes legitimistas, que se enfrentam violentamente todos os anos com as forças da ordem.
Os líderes da Orden de Orange pediram calma a todos, e ordenaram que os legitimistas, próximos às milícias paramilitares protestantes, se mantenham afastados das manifestação.
País bascoDuas bombas caseiras explodiram ontem na frente de um bar em Vitória, a capital administrativa do país, e na frente de um prédio onde vivem os pais de um senador conservador em Bilbao, sem deixar feridos, informou a polícia.
A primeira bomba explodiu na rua Gustemla de Vitória, logo de madrugada, provocando danos no bar e em vários carros estacionados nas proximidades, e também na fachada de um açougue.
A segunda bomba explodiu horas mais tarde no bairro Deusto de Bilbao, na frente do portão de um prédio onde vivem os pais do senador de Toledo (centro) Tomas Burgos Beteta, do Partido Popular (PP), o partido de direita no poder na Espanha.
A explosão danificou o portão e estilhaçou várias vidraças próximas.
As ações de violência desse tipo são atribuídas de forma geral pela polícia a grupos de jovens separatistas bascos radicais, próximos à organização armada ETA.

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