O governo britânico estimou ontem que a minicúpula que organizou domingo em Londres permitiu reforçar a coesão européia em relação à guerra no Afeganistão.
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, reuniu domingo à noite oito dirigentes europeus para falar do conflito, iniciativa que irritou alguns ''pequenos'' países europeus não convidados.
''A reunião foi útil para reforçar o consenso, não somente sobre o Afeganistão, mas também sobre a necessidade de fazer avançar o processo de paz no Oriente Médio'', declarou ontem à imprensa o porta-voz de Blair.
Segundo este porta-voz, ''existe uma nova dinâmica para encontrar um governo dotado de uma base ampla a fim de suceder os talebans, assim como para fazer avançar o processo de paz'' no Oriente Médio.
''A reunião de ontem à noite foi um sucesso no que se refere a incentivar uma boa reflexão sobre estes dois elementos da campanha'', acrescentou.
Além de Blair, participaram na reunião o presidente francês Jacques Chirac e seu primeiro-ministro Lionel Jospin, o chanceler alemão Gerhard Schroeder, o presidente do conselho italiano Silvio Berlusconi, o presidente do governo espanhol, José María Aznar, o primeiro-ministro holandês, Wim Kok, o alto representante da diplomacia européia, Javier Solana, e o chefe do Governo belga, Guy Verhofstadt, cujo país preside atualmente a União Européia.
Os líderes europeus presentes reafirmaram sua ''solidariedade com os norte-americanos, mas conscientes de que a ação militar indispensável não é a única solução'', declarou Chirac após a reunião.
O grupo também foi ''unânime na hora de evocar a imperiosa necessidade de se encontrar uma solução para o atual problema do Oriente Médio'', que passa pela ''instauração, o mais breve possível, de um Estado palestino que seja pacífico e respeite os direitos, liberdades e segurança do Estado de Israel''.

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