Representantes de Relações Exteriores de Madri e Grã-Bretanha vão se reunir amanhã em Barcelona, na Espanha, para discutir o futuro de Gibraltar, colônia britânica que foi objeto de tensões entre os dois países há três séculos.
Esse encontro, somado às declarações feitas recentemente por autoridades de ambos os países, causaram preocupações nos habitantes da colônia, que temem que os dois países decidam seu futuro sem consultá-los.
Depois de anos de tensão latente em torno destes seis quilômetros quadrados situados no extremo sul da península ibérica, Londres parece disposta a resolver o problema graças às boas relações entre o presidente do Governo espanhol José María Aznar e o primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Segundo as autoridades britânicas, é o momento ideal para acalmar as tensões históricas com a Espanha. A Espanha, que reivindica a soberania de Gibraltar, cedido de maneira perpétua a Londres pelo tratado de Utrecht em 1713, deseja uma solução ''rápida e eficaz'', segundo expressou seu chanceler Josep Piqué, recentemente na Assembléia Geral da ONU.
A data limite fixada por Madri e Londres para chegar a um acordo sobre essa questão é dezembro de 2002. Desde 1964, Gibraltar, atualmente, com 30 mil habitantes, dispõe de um governo local. Em 1969, a população rejeitou em plebiscito a hipótese de uma união à Espanha.

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