O governo inglês tentará hoje preservar o frágil processo de paz em Ulster - abalado por uma série de assassinatos sectários e ameaçado pelo boicote de alguns leais - através de uma reunião de todas as partes interessadas em Stromont, perto de Belfast. A informação foi divulgada ontem. A ministra da Irlanda do Norte, Mo Mowlam, quer aplacar as preocupações das duas comunidades antes de retomar formalmente as negociações no dia 12. Mas desde o começo Mo disse que não renunciará, como vêm exigindo várias facções protestantes.
O primeiro-ministro irlandês Bertie Ahern pediu ontem continuidade no processo de paz. O diálogo de paz teoricamente deve chegar a um documento em maio. Depois disso vão acontecer prebiscitos para consultas sobre o assunto no Sul e no Norte.
O protestantes, tanto os unionistas (que rejeitam a luta armada) como os leais de movimentos que têm milícias estão cada vez mais descontentes com o processo. Eles protestam contra o que consideram concessões repetidas a favor do lado republicano, principalmente pela ida dos presos do IRA da Inglaterra para a Irlanda ou as libertações antecipadas da República da Irlanda.
A manutenção das conversas é vital. Isso atrapalharia as negociações que estão prestes a desmilitarizar o IRA e acirraria os ânimos no lado protestante, fazendo tudo voltar a estaca zero.

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