Londres anuncia apoio contra Saddam
O primeiro-ministro britânico Tony Blair disse ontem em Londres que se a única opção que restar para submeter o Iraque for uma ação militar norte-americana, a Grã-Bretanha não se esquivará. É preciso convencer, por meios diplomáticos ou obrigar à força Saddam Hussein a renunciar à sua ambição de desenvolver armas nucleares, químicas ou biológicas, que não só ameaçam seus vizinhos do Oriente Médio, mas também consituem um desafio direto e fundamental para a paz no mundo, disse Blair em um discurso aos membros do Partido Trabalhista.
Para nós, é vital impedir que esse ditador diabólico conserve as armas de destruição maciça que lhe restam, ou que compre outras, continuou. Enquanto Blair falava, o secretário do Foreign Office, Robin Cook, reunia-se com a secretária de Estado norte-americano Madeleine Albright. Após o encontro, a secretária afirmou que se for realizado um ataque dos Estados Unidos contra o Iraque, este seria significativo. Resta esperar que, se usarmos a força, seja de forma significativa, disse Madeleine.
SoluçãoEnquanto isso, em Moscou o presidente russo Boris Yeltsin reiterou ontem o pedido à comunidade internacional para que esta continue com a busca persistente de uma solução política para a crise entre o Iraque e a ONU, segundo informou seu porta-voz, Serguei Iastrjembski, citado pela agência Interfax. Yeltsin lançou o apelo depois de falar por telefone com o chanceler Evgueni Primakov.
Ao mesmo tempo, o presidente russo ordenou a seu enviado especial, o vice-chanceler Viktor Possuvaliuk, que volte a Bagdá para continuar negociando um compromisso, disse Iastrjembski. O Iraque põe obstáculos há três meses à inspeção dos palácios presidenciais pelos especialistas da comissão especial da ONU para o desarmamento iraquiano (Unscom).
Mas ontem em Bagdá, o ministro iraquiano das Relações Exteriores Mohamed Said al Sahhaf insistiu na proposta de permitir a inspeção das instalações presidenciais a um grupo de delegados das Nações Unidas. Acredito que é o caminho (para sair da crise), salvando as aparências, declarou em entrevista à rede de televisão britânica WTN. A AFP teve acesso ao texto.
Sahhaf acusou Madeleine Albright de fazer pressão sobre os demais membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas para que abandonem a opção diplomática na solução da crise entre o Iraque e a ONU sobre os locais denominados presidenciais.
Os funcionários das agências humanitárias da ONU que vivem em apartamentos na Capital iraquiana começaram a mudar-se ontem para hotéis, a pedido das autoridades locais. Um comunicado oficial mencionou apenas os funcionários que trabalham no Programa Petróleo por Alimentos e não os inspetores da Unscom, ao contrário do que havia sido anunciado antes. Cento e cinquenta funcionários já teriam se mudado.





