Londres defendeu ontem a campanha de bombardeios contra o Afeganistão, cujos últimos êxitos abrem ''o caminho para operações militares mais complexas'', e descartou uma pausa nos ataques durante o Ramadã. ''Lamentamos cada vítima civil, ao contrário dos terroristas que são responsáveis pelas atrocidades de 11 de setembro'' nos Estados Unidos, disse o porta-voz de Downing Street.
Quanto à possibilidade de que se faça uma pausa nos bombardeios no Afeganistão durante o mês do Ramadã muçulmano, o porta-voz respondeu que ''a última pessoa que poderia se beneficiar de uma proteção em nome da religião é Osama bin Laden, que tem em suas mãos o sangue de milhares de inocentes''.
O ministro britânico da defesa, Geoff Hoon, também deu a entender que era pouco provável a suspensão dos bombardeios durante o Ramadã.
''Não podemos nos permitir autorizar Osama bin Laden, a Al Qaeda (sua organização terrorista) ou o governo dos talebans que se reagrupem sabendo que não serão objeto de ações militares durante o Ramadã'', declarou.
Ontem, Geoff Hoon afirmou que os primeiros êxitos registrados após três semanas de ataques aéreos ''abriam o caminho para operações militares mais complexas''.

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