Associated Press
Em uma reviravolta significante visando a quebrar o impasse em relação ao Iraque, a Grã-Bretanha está agora recomendando ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas que suspenda as sanções impostas contra o Iraque - mas apenas depois de Bagdá responder questões remanescentes sobre seus programas de armas proibidas.
A nova posição britânica deixa os Estados Unidos sozinhos entre os membros permanentes do Conselho de Segurança totalmente opostos à suspensão ou levantamento das sanções. Um funcionário norte-americano disse que Washington acredita que o rascunho britânico, co-patrocinado pela Holanda, é ‘‘o rascunho apropriado sobre o qual o conselho pode começar a discutir’’.
Rússia, China e França, aliados do Iraque no conselho, também propuseram a suspensão das sanções, mas não impuseram as mesmas duras restrições do rascunho britânico.
O rascunho britânico diz que as sanções seriam suspensas apenas 120 dias depois de o Iraque concluir um conjunto de ‘‘tarefas importantes remanescentes’’ em relação à destruição de suas armas de destruição em massa.
Inspetores de uma comissão, que substituiria a Comissão Especial da ONU mas contaria com boa parte de sua equipe de seus recursos, prepararia uma lista dessas tarefas 90 dias após a retomada das inspeções.
Após mais quatro meses, o presidente da Comissão de Inspeção e Monitoramento e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica informariam o conselho sobre se o Iraque respondeu às tarefas de desarmamento criadas pelos inspetores.
Se o Iraque cooperar completamente e se os controles financeiros foram estabelecidos, o conselho suspenderia as sanções por 120 dias. A suspensão continuaria por mais 120 dias depois disso, a não ser que os inspetores notem que o Iraque não está cooperando.

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