Los Angeles - A morte de dois homens a tiros no campus da Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles, levou a seleção a alterar seu local de treino para a Copa América Centenário – o Brasil estreia no sábado contra o Equador. Por volta das 10 horas (14 horas de Brasília), um homem atirou em outro e depois se matou. O time de Dunga só chegaria ao local à noite para treinar.
De acordo com a polícia, tudo aconteceu no prédio Boelter Hall, que abriga a sede de engenharia e ciência. O temor de que pudesse ser um atentado fez com que a universidade e uma área de 2 km no entorno fossem fechadas. A polícia encontrou dois homens mortos e a arma do crime e realizou uma varredura procurando outros suspeitos. Cerca de duas horas depois dos tiros, o chefe de polícia local, Charlie Beck, informou que a universidade estava segura.
Um aluno, que se identificou apenas como Sam, disse que por volta das 10 horas os estudantes passaram a receber mensagens de texto da direção da UCLA avisando para não deixarem as salas e escritórios em que estavam. "Todos ficaram com muito medo", disse. Aos poucos, a universidade foi sendo esvaziada e todos foram revistados.
Segundo o jornal "Los Angeles Times", a polícia trabalha com a hipótese de que um aluno tenha atirado e matado um dos professores, por motivo desconhecido. Os nomes dos homens também não haviam sido divulgados até a noite de ontem. "É ruim porque os atentados sempre vêm à nossa cabeça nesses casos, com muitos mortos", disse John Castlle, pai de aluno da UCLA que havia ido buscar o filho nas imediações da universidade.

SELEÇÃO SEM CAMPO
Um dos campos de futebol do campus de Westwood da UCLA, na região oeste de Los Angeles, é centro de treinamento oficial da Copa América Centenário e seria onde o time de Dunga treinaria ontem e hoje. Foi preciso acionar o CT que vinha sendo utilizado até terça, o StubHub Center, na cidade de Carson, nos arredores de Los Angeles, sede do Los Angeles Galaxy, time que disputa a MLS, principal liga de futebol dos EUA. Após o incidente na UCLA, a seleção brasileira teve a segurança reforçada.

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