São Paulo - A Receita Federal encontrou 22 toneladas de lixo doméstico em um contêiner importado da Alemanha no porto de Rio Grande (RS). No lugar de resíduos utilizados por empresas de reciclagem, a carga tinha fraldas, produtos de limpeza e ração de cachorros em decomposição, de acordo com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
A inspeção foi feita no dia 4 de agosto. Segundo Fernando Marques, diretor de qualidade do Ibama, a importadora Recoplast Recuperação e Comércio de Plástico, de Esteio (RS), deveria receber ontem a notificação da multa de R$ 400 mil.
A transportadora Hanjin Shipping, multada em R$ 1,5 milhão, terá dez dias para devolver o lixo para a Alemanha. A carga está em uma ''área primária'' no porto e, oficialmente, ainda não está em solo brasileiro. Procurada, a Recoplast não havia respondido até a tarde de ontem.
Para Marques, os responsáveis pela carga ''testaram'' a inspeção brasileira. Caso a carga proibida não fosse identificada, a suspeita é que mais resíduos similares seriam enviados ao país.
No ano passado, o porto de Rio Grande e o porto de Santos receberam 89 contêneires com cerca de 1.200 toneladas de lixo tóxico, domiciliar e eletrônico, vindo da Inglaterra. Três homens chegaram a ser presos por envolvimento com a irregularidade.

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