Lixeiros voltam ao trabalho France Presse De Jerusalém Coletores de lixo em Nazaré estão voltando ao trabalho, informou um funcionário da prefeitura ontem, depois de uma greve que ameaçou pôr em risco a visita de João Paulo II à cidade onde Jesus passou a infância. Tentando remover um outro obstáculo potencial, os rabinos rejeitaram sugestões de que os judeus ultra-ortodoxos seriam contrários à visita do papa. Montes de lixo malcheiroso sujavam as ruas da cidade como resultado da greve dos funcionários municipais, por causa do atraso nos salários. A cidade apoiou os lixeiros, pedindo US$3,75 milhões ao governo para cobrir o défict e fazer os preparativos para a visita do papa. O porta-voz da prefeitura Ramzi Hakim disse que a cidade recebeu o dinheiro e que os funcionários voltariam ao trabalho hoje. ‘‘Nós vamos trabalhar 24 horas por dia para preparar a cidade para a visita do papa’’, disse. Nazaré é a maior cidade árabe em Israel, com cerca de 70 mil residentes. Os rabinos ultra-ortodoxos disseram que saúdam o pontífice, mas prefeririam que ele tirasse a cruz enquanto visitasse o local mais sagrado do judaísmo. Os rabinos quiseram desfazer a impressão, criada em parte por pichações antipapais e pôsteres que apareceram em bairros religiosos, de que os judeus ultra-ortodoxos não queriam que o papa visitasse o Estado judeu. Um legislador ultra-ortodoxo disse que o Vaticano mostrou-se sensível às preocupações de que a visita do papa forçaria os judeus a trabalhar no sabá, lembrando que uma missa originalmente marcada para sábado havia sido transferida para sexta. Os rabinos reclamaram que a missa no Monte das Beatitudes na Galiléia exigiria mais de 20 mil seguranças mobilizados no dia do descanso semanal dos judeus.

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