México - Os segredos dos seis guerrilheiros três cubanos e três bolivianos que sobreviveram à última guerrilha do mítico Ernesto Che Guevara são revelados em um livro recentemente aparecido no México, escrito pelo jornalista Mariano Rodríguez, que viveu na clandestinidade na Cuba dos anos 50.
''Escape a balazos. Los sobrevivientes del Che'' conta os detalhes de uma intrincada operação internacional graças à qual seis guerrilheiros que acompanharam Che em sua última batalha em 1967 puderam sair com vida da Bolívia. O autor, de 68 anos, esclarece que conseguiu ''detectar a verdade histórica'' narrada pelo cubano Alarcón Ramírez, apesar de este ter se exilado na França em 1996.
''Pouca gente sabe que Beatriz, que era médica como seu pai, fazia parte do grupo de chilenos que apoiava o movimento da Frente de Libertação da Bolívia, além de Elmo Catalán, um jornalista também chileno'', acrescenta Rodríguez. Segundo o autor, o guerrilheiro argentino-cubano Ernesto Che Guevara (1928-1967) tinha tecido uma ampla rede de apoios civis, a qual depois de seu assassinato na Bolívia, em 8 de outubro de 1967, permitiu que os sobreviventes e inclusive seu diário chegassem a Cuba.
''Che Guevara não se enganou, inclusive aqueles que o assassinaram a tiros depois de capturá-lo não acharam que o convertiam em uma bandeira'', conclui. Mariano Rodríguez pretende publicar em breve detalhes da vida da única mulher que participou na guerrilha do Che na Bolívia, a argentino-alemã Tamara Bunke, codinome Tania.

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