Livro de Monica tem muitas queixas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de março de 1999
Sarah Jackson-Han France Presse 
Após 14 meses de silêncio enquanto uma tempestade acontecia em torno de seu nome, Monica Lewinsky voltou à cena com seu próprio livro onde se queixa amargamente das pessoas que, segundo ela, a traíram.
Monicas Story foi lançado ontem, apoiado por numerosas entrevistas na Europa e sessões fotográficas, e lhe garantirá vários milhões de dólares. Grande parte deste dinheiro deverá ser destinado aos honorários de seus advogados.
O livro ataca duramente o promotor especial, Kenneth Starr, e acusa seus advogados de ameaçarem e intimidarem Monica quando a confrontaram pela primeira vez, e os culpa também de colaborarem de maneira imprópria com a defesa de Paula Jones.
A ação por assédio sexual apresentada pela ex-empregada do Estado do Arkansas, Paula Jones, contra o presidente Bill Clinton, revelou o romance de 18 meses entre este e Monica, que tinha na época 21 anos e era estagiária da Casa Branca.
Um capítulo conta seu encontro inesperado com agentes do FBI que lhe disseram que sabiam tudo sobre seu romance com Clinton e a ameaçaram com a possibilidade de passar 27 anos na cadeia. A princípio, a única solução que lhe ocorria para evitar a prisão e proteger seu amado (Handsome, forma carinhosa pela qual Monica tratava Clinton) era o suicídio, comenta o livro.
Monicas story fala com rancor sobre a relação de Monica com sua ex-amiga Linda Tripp, que gravou em segredo as conversas telefônicas entre ambas, nas quais a jovem confessava seu romance com Clinton.
Poucos detalhes deste tipo vieram à luz na entrevista televisiva, em que Monica - muito maquiada - mostrou-se atenta, animada e até jovial. Porém, em várias ocasiões rompeu em prantos, como quando contou o impacto que o escândalo provocou em seus pais.


