Uma lista com mais de 400 mortos e desaparecidos de 21 nações da América Latina e Caribe foi compilada pelas autoridades de Nova York com dados do Departamento de Estado e das missões de cada país nos Estados Unidos.
Dos estimados 6.200 mortos e desaparecidos deixados pelos atentados contra as torres gêmeas do World Trade Center e o Pentágono, assim como dos quatro aviões sequestrados, quase 2,5 mil são provenientes de mais de 60 países. O Brasil faz parte da lista, com oito desaparecidos.
A seguir, o número de mortos e desaparecidos na América Latina e Caribe: Antigua 3; Argentina 5; Bahamas 1; Barbados 3; Barbuda 3; Belize 4; Brasil 8; Canadá 60; Chile 1; Colômbia 208; Costa Rica 1; República Dominicana 25; Equador 34; El Salvador 71; Guatemala 6; Honduras 7; Jamaica 7; México 17; Panamá 3; Paraguai 1; Peru 3; Venezuela 3.
Além destes, entre 200 e 300 britânicos, 55 australianos, 250 indianos, 94 nigerianos, entre 30 e 50 gregos, 133 israelenses, 38 italianos, 23 japoneses, cerca de 200 paquistaneses, 30 poloneses, 96 russos, 30 sul-coreanos e uma centena de suíços são considerados desaparecidos ou mortos. Há também cifras menores de pelo menos outras 30 nações.
Vigilância A velha intenção do governo de Washington de criar um banco de dados com os cerca de 600 mil estudantes estrangeiros matriculados em escolas norte-americanas ganhou força como resultado dos ataques terroristas da semana passada.
Autoridades iniciaram um estudo sobre este banco de dados em 1993, em resposta ao primeiro atentado à bomba contra o World Trade Center. Mas o programa não progrediu devido à forte oposição política, restando apenas um projeto-piloto envolvendo 25 escolas da região sudeste do país.
Segundo o FBI (polícia federal norte-americana), alguns suspeitos e testemunhas materiais dos atentados de 11 de setembro entraram nos Estados Unidos graças a vistos de estudante, uma descoberta que, de acordo com especialistas em imigração, deverá relaxar a oposição ao projeto.
O Serviço de Naturalização e Imigração afirma necessitar de um banco de dados porque a agência não sabe quando um estudante estrangeiro abandona o curso ou se muda.

mockup