A grande atração das próximas semanas em Paris não será a peça de Isabelle Adjani ou a exposição La Mediterranée no Grand Palais. O que atrai oito entre dez franceses, mas também turistas de todo o mundo, principalmente os japoneses, são as liquidações de inverno propondo uma redução de 30% a 50% nos preços dos produtos. Só na área da confecção, masculina e feminina, esse acontecimento comercial deverá gerar um faturamento de US$ 10 bilhões durante as seis semanas de vendas excepcionais. O comércio nesse período é enquadrado por regras rígidas impostas pelo Ministério das Finanças. Só podem ser vendidos produtos que já se encontravam no comércio há mais de um mês, não se permitindo a chegada de novos estoques. Os preços são rigorosamente controlados pelos fiscais, com poderes para aplicar multas altas aos infratores. O preço original e o montante da redução devem ser claramente indicados. É proibido aumentar o preço inicial para poder anunciar uma redução mais importante. O sucesso da liquidação de inverno pode ser constatado por meio do aumento anual das vendas da ordem de 20%. Estima-se em US$ 220 as despesas médias de cada cliente nessa liquidação.

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