O ex-general golpista Lino Oviedo, do Paraguai, atualmente exilado na Argentina, sofreu uma nova derrota política na convenção do governante Partido Colorado, realizada neste final de semana. A União Nacional de Colorados Éticos (Unace), corrente criada em 96 por Oviedo, não conseguiu impedir que conseguissem assento nos tribunais de eleição e conduta todos os candidatos ligados a Luis María Arga¤a, vice-presidente assassinado em 23 de março passado.
Desde o ano passado, oviedistas e arga¤istas lutavam pelo controle de ambos tribunais, uma espécie de contrapeso da cúpula partidária. Fontes do Partido Colorado, no poder desde 1947, disseram que o tribunal, agora renovado, pode expulsar Oviedo e seus seguidores da organização.
A DEA, a agência antidrogas dos EUA, investiga o ex-general ‘‘por possível vinculação com o tráfico internacional de drogas’’. A informação foi divulgada ontem pelo jornal argentino ‘‘Clarín’’. Segundo o jornal, a DEA associa Oviedo à produção e venda de maconha no Paraguai e para o resto da região.
A DEA informou ainda que sua sucursal paraguaia investiga se o ex-general está ligado aos traficantes que controlam campos de plantação de maconha em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil.

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