O líder opositor paraguaio Lino Oviedo, atualmente refugiado no Brasil, retornará a seu país no dia 29 de junho. ''O general Oviedo virá porque confia que agora pode ter garantias da justiça'', afirmou o senador Alejandro Velázquez, atual titular da Comissão de Relações Exteriores do Senado.
A mesma notícia foi dada em uma assembléia que reuniu centenas de partidários de Oviedo no domingo. Oviedo teve de abandonar a candidatura presidencial de 1998, pelo Partido Colorado, depois de ser condenado por um tribunal militar a 10 anos de prisão por uma suposta tentativa de golpe em 1996, que lhe foi atribuída por seu arquiininigo e então presidente, Juan Carlos Wasmosy.
Seu herdeiro político, Raúl Cubas, venceu as eleições e decidiu por sua libertação, mas quando Cubas se viu obrigado a renunciar, no final de março de 1999, depois do assassinado do vice-presidente Luis María ArgaÀa, Oviedo se exiliu primeiro na Argentina e depois no Brasil.
''Oviedo vai se colocar à disposição da justiça'', disse ainda Velázquez. Porta-vozes não-oficiais do Governo declararam à imprensa, no entanto, que ''assim que pisar em território paraguaio, Oviedo será detido para cumprir com sua condenação''.
O presidente Nicanor Duarte negou-se até o momento a comentar o retorno do controvertido político, apesar de ter ordenado uma mobilização de tropas do Exército em todo o país para ''ajudar na captura'' de Oviedo.
Oviedo também foi acusado pelo governo de Luis González Macchi (que assumiu no lugar de Cubas) de ser o autor intelectual da morte de Luis María ArgaÀa, em 23 de março de 1999, e de sete manifestantes antioviedistas três dias mais tarde, além de uma nova tentativa de golpe em maio de 2000.
A assembléia de partidários resolveu enviar uma nota de agradecimento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter acolhido Oviedo nos últimos anos.

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