Linda Tripp joga lenha na fogueira
France PresseLinda Tripp volta a atacarLinda Tripp, a funcionária do Pentágono que denunciou à Justiça o suposto caso de 15 meses entre o presidente Bill Clinton e Monica Lewinsky depois de ter sido incentivada por esta a mentir num depoimento no processo por assédio sexual que Paula Jones move contra o presidente dos Estados Unidos, jogou lenha nova na fogueira ontem. Menos de doze horas depois de a juíza Susan Webber Wright, que preside o processo de Paula Jones, ter excluído o testemunho de Lewinsky do caso, dando uma importante vitória legal para Clinton, Tripp revelou que estava no apartamento de Lewinsky uma noite em que que o presidente chamou a jovem ex-estagiária da Casa Branca para conversar sobre sexo.
Segundo seu advogado, Jim Moody, que divulgou a declaração de duas páginas de Tripp, ela estava no quarto de hóspedes do apartamento de Lewinsky quando foi acordada pelo toque do telefone. Tripp resolveu se manifestar porque estou sendo caluniada por porta-vozes da administração que eu orgulhasamente sirvo em cargo de confiança, disse. A afirmação é uma referência velada à primeira-dama, Hillary Clinton, que denunciou o escândalo como uma vasta conspiração da direita para derrubar seu marido. Tripp, que se diz politicamente independente, afirmou que escolheu o caminho da verdade para proteger sua carreira de 17 anos no governo federal depois que Robert Bennet, o advogado de Clinton no processo de Paula Jones, atacou publicamente sua credibilidade num outro episódio.
A Casa Branca não comentou as novas denúncias da funcionária. Elas vieram à tona no momento em que parecia ter contido o escândalo. Na frente judicial, o pedido que Starr apresentou à Susan Webber Wright, para suspender os trabalhos de instrução do processo de Paula Jones, porque as ações dos advogados desta estavam interferindo em sua as investigações, deu o resultado oposto ao pretendido. Em lugar de paralisar o processo, a juíza excluiu Lewinsky do processo Paula Jones. Bennet disse que a decisão foi uma imensa vitória para Clinton. Isso significa que vamos ter o julgamento do caso Paula Jones e não do caso Monica Lewinsky, disse ele.
Por outro lado, a taxa de aprovação de Clinton como presidente atingiu um novo recorde - 73%, de acordo com a rede CBS, que se comparam com 57% antes do discurso anual sobre o Estado da União, que ele fez na noite de terça-feira passada. Esses números colocaram a imprensa na defensiva e tornaram mais circunspectos jornalistas e comentaristas que chegaram a prever a renúncia de Clinton em questão de dias.
Embora as novas revelações feitas por Linda Tripp possam engrossar o coro dos que acreditam na teoria conspiratória de Hillary Clinton sobre a origem do escândalo - 43% dos americanos pensam assim, segundo a sondagem da CBS - o fato é que elas também reforçam as dúvidas da maioria que acredita que Clinton de fato teve algum tipo de relação sexual com Lewinsky e duvida do desmentido veemente que ele fez na segunda-feira. Mais grave para Clinton, os deputados e senadores democratas e republicanos, que lhe deram uma calorosa acolhida na noite de terça-feira passada, estão neste grupo.





