O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, enfrentou ontem reclamações para aplicar medidas mais drásticas contra os palestinos durante a convenção de seu partido, o Likud, durante a qual muitos criticaram sua incapacidade de sufocar o levante de quase 10 meses na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.
Foi o ex-primeiro-ministro, e talvez futuro concorrente, Benjamin Netanyahu, quem liderou o ataque contra a política de moderação de Sharon e foi ovacionado por isso.
‘‘Qual nação civilizada estaria feliz se o sangue de seus cidadãos fosse derramado diariamente?’’, questionou Netanyahu, que pediu um ataque militar definitivo contra a Autoridade Palestina.
‘‘A moderação leva apenas a mais terror e gradualmente convence o mundo de que talvez os árabes tenham razão, pois, de outra forma, reagiríamos com energia a seus ataques assassinos contra nós’’, acrescentou.
Faixas de protesto foram colocadas em frente ao edifício Cinerema – onde reuniu-se o comitê central de 2.600 membros. Elas traziam as seguintes inscrições: ‘‘Sharon é um desgraça’’ e ‘‘Até quando?’’.
Sharon defendeu, em meio a conversas paralelas, sua política de segurança e sua decisão de forjar uma aliança com o moderado Partido Trabalhista, assim como a escolha do pacifista Shimon Peres para ministro de Relações Exteriores.

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