Jerusalém Faltando pouco para as eleições do próximo dia 28, o Likud, partido do primeiro-ministro Ariel Sharon, continua liderando as pesquisas depois de uma semana marcada pela queda da popularidade do Partido Trabalhista.
No setor palestino, um alto dirigente do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) anunciou ontem que seu movimento dará continuidade aos atentados suicidas em Israel, independentemente das conversações entre palestinos, previstas para o Cairo no próximo dia 22. ''O Hamas deu oficialmente sua resposta definitiva ao Egito: somos contra a suspensão da resistência e também a uma trégua de um ano'', declarou à AFP este representante, Abdelaziz Rantissi.
Depois, destacou que ''as operações dentro de Israel'' continuarão, referindo-se aos atentados suicidas. Os jornais israelenses já não manifestam dúvidas sobre o resultado da votação e se limitam a especular sobre a formação do futuro governo de Sharon. Ao mesmo tempo, analisam o fracasso do líder trabalhista Amram Mitzna.
O jornal popular Maariv referiu-se à ''queda'' dos trabalhistas, enquanto o jornal de grande tiragem Yediot Ajaronot afirmou que ''Mitzna se prepara para depois'' das eleições.
O próprio Mitzna parece ter aceitado a idéia da derrota e se dispõe a um segundo combate, procurando obrigar Sharon, depois da votação, a governar com uma maioria frágil, baseada na aliança dos partidos.
Todas as pesquisas assinalam que o Likud obterá entre 30 e 34 legisladores do total de 120 no Parlamento unicameral (Knesset).
Mortes Um palestino e um israelense morreram e dois israelenses ficaram feridos ontem durante uma tentativa de infiltração de um comando palestino na colônia de Kiryat Arba, perto de Hebron, sul da Cisjordânia, anunciaram fontes militares israelenses.
Dois palestinos armados chegaram a entrar em Kyriat Arba e soldados posicionados perto dispararam contra eles, matando pelo menos um.
O israelense morto era ''civil'', indicaram, sem precisar se se tratava de um colono.
Com estas, sobe para 2.872 o número de pessoas mortas desde o início da Intifada, entre elas 2.132 palestinos e 684 israelenses.

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