Liga Árabe tenta evitar catástrofe
France Presse
O secretário geral da Liga Árabe, Esmat Abdel Meguid, anunciou ontem na cidade do Cairo (Egito) que prosseguem os esforços para evitar uma catástrofe, caso a força seja empregada contra o Iraque. Um projeto de resolução está sendo redigido e estudamos uma nova fórmula sobre a visita e a inspeção a algumas instalações sensíveis, no País, declarou Meguid, depois de reunir-se com o presidente egípcio, Hosni Mubarak.
A Liga Árabe divulgou que o projeto deverá ser apresentado em breve ao Conselho de Segurança para evitar um ataque norte-americano ao Iraque e garantir que Bagdá aplicará as resoluções da ONU. Não posso dar mais detalhes, já que este projeto continua sendo analisado. Existe o desejo de encontrar uma solução, mas nem por isso o problema está resolvido, disse o secretário geral.
As conversações prosseguem sobre as exigências da ONU de inspecionar instalações e para saber se o Iraque aceitará as condições da ONU, acrescentou Meguid. Nosso encontro com Saddam Hussein nos permitiu compreender todos os aspectos do problema que ameaça a estabilidade da região, destacou.
Abdel Meguid disse que também há sérias tentativas dentro do Conselho de Segurança da ONU, em coordenação com Rússia e França, para resolver a crise com o Iraque. Como presidente da última reunião de cúpula árabe, celebrada em 1996 no Cairo, o presidente Mubarak enviou Abdel Meguid a Bagdá há quatro dias com a missão de contribuir para uma saída diplomática para a crise.
Outra organização disposta a encontrar uma saída para a crise na região é o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). Os seis países-membros manterão nos próximos dias uma reunião no Kuwait para discutir a crise iraquiana, segundo declarou ontem Yussef Ben Alawi Abdgallah, ministro das Relações Exteriores de Oman. A reunião contará com a presença dos ministros das Relações Exteriores do CCG, composto pelo Kuwait, que é o presidente em exercício, Arábia Saudita, Bahrein, Oman, Qatar e Emirados Árabes Unidos.
Tempo curtoEm Washington, a secretária de Estado norte-americana Madeleine Albright indicou ontem que o Iraque só tem algumas semanas para acatar as disposições da comunidade internacional, sob a pena de arriscar-se a um ataque militar por parte dos Estados Unidos. Não é questão de dias e também não é de meses, mas sim de semanas, precisou a chefe da diplomacia americana.
Madeleine, falando ao canal CBS, acrescentou que antes de proceder a um ataque, Washington quer estar segura de ter esgotado todas as opções diplomáticas para obrigar o presidente Saddam Hussein a aceitar o acesso das missões da ONU a todos os locais suspeitos de fazer parte dos programas iraquianos de armamento de destruição maciça.
Saddam Hussein será o único responsável pelo que possa ocorrer, proclamou a secretária de Estado. Estamos prontos para usar da força, apesar da decisão ainda não ter sido tomada, precisou.





