Liga Árabe critica ataque ao Iraque
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sábado, 22 de março de 2003
France Presse 
Cairo O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, declarou ontem que nenhum árabe pode aceitar os bombardeios britânico-norte-americanos contra Bagdá e destacou a oposição internacional à guerra no Iraque.
Mussa opinou durante a abertura de uma reunião ordinária dos delegados permanentes da Liga Árabe, que é ''impossível para a consciência árabe, com sentido de honra, aceitar os bombardeios contra Bagdá ou contra o Iraque''.
O dirigente árabe destacou ''os contatos intensivos que são realizados a nível internacional diante destas graves agressões'' e acrescentou que a Liga Árabe está ''em contato permanente com as diferentes organizações internacionais e regionais'' para examinar a situação.
Pós-guerra Washington aceita uma administração interina iraquiana no caso da queda do regime de Saddam Hussein, renunciando a um governo militar norte-americano, anunciou um alto dirigente do Partido Democrático do Curdistão (PDC), em uma coletiva de imprensa em Erbil.
''Haverá uma administração interna imediatamente depois da libertação'', afirmou o responsável pelas relações exteriores do PDC, Hoshyar Zebari, acrescentando que esta decisão foi tomada durante negociações tripartites, em Ancara, entre representantes norte-americanos, turcos e curdos.
Por sua parte, Abdelaziz Hakim, número dois da Assembléia Suprema da Revolução Islâmica do Iraque (Asrii), principal organização de oposição xiita ao regime de Saddam Hussein, anunciou antes, em entrevista à AFP, em Teerã, que os norte-americanos disseram à oposição que o país seria dirigido por uma ''autoridade iraquiana desde o início'', depois da queda do regime.
Exílio para Saddam O intermediário francês Pierre Delval está tentando obter na Mauritânia um acordo de exílio para o presidente iraquiano, Saddam Hussein, informou o canal norte-americano ABC.
De acordo com a ABC, que citou funcionários norte-americanos, Delval viaja a Bagdá desde dezembro para tentar convencer o presidente iraquiano a se exilar na antiga colônia francesa.
Em Paris, o porta-voz da chancelaria francesa, François Rivasseau, disse à AFP que não estava a par do assunto.
A ABC indicou que as conversas secretas em busca de um exílio para Saddam Hussein continuam, apesar da guerra lançada contra o Iraque pela coalizão anglo-norte-americana. Segundo o canal, as negociações são feitas através de advogados que representam o filho de Saddam, Qusai.


