A reunião de cúpula árabe manifestou de maneira unânime seu apoio aos palestinos, ao encerrar ontem seus dois dias de deliberações, embora tenha fracassado em sua tentativa de reconciliar Iraque e Kuwait.
Na declaração final, lida ao fim da reunião, os participantes mostraram ‘‘sua solidariedade total à luta dos palestinos para recuperar seus direitos, com sua rebelião heróica’’. Também advertiram Israel contra ‘‘qualquer tentativa de renunciar à paz ou ignorar os fundamentos e princípios que lançaram o processo de paz’’.
Esta reunião de cúpula, a primeira ordinária desde a invasão do Kuwait pelo exército iraquiano, em agosto de 1990, aconteceu em meio a uma onda de atentados em Israel e ao ressurgimento da violência nos territórios palestinos. Na manhã de ontem, Israel foi vítima de um atentado que matou três pessoas, enquanto outras duas tentativas de ataque foram abortadas. Terça-feira, dia da abertura da reunião, houve dois atentados em Israel.
O veto americano a um projeto de resolução para criar uma força de proteção nos territórios ocupados, uma das principais reivindicações da reunião, foi duramente criticado pelos participantes, reforçando a solidariedade árabe aos palestinos. Israel se opõe terminantemente à criação dessa força.
O principal negociador palestino com Israel, Saeb Erakat, lamentou que Washington ‘‘negue proteção a um povo sob ocupação e a outorgue a um governo (israelense) ocupante’’. Os participantes pediram uma reunião urgente dos signatários da convenção de Genebra, para adotar as medidas necessárias à proteção dos civis palestinos.
A reunião de cúpula pediu que os países árabes entreguem rapidamente sua contribuição aos fundos de ajuda aos palestinos.

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