Em meio à intensificação da violência israelense-palestina, líderes árabes em sua primeira reunião de cúpula regular em 10 anos expressaram total apoio à intifada, ou levante palestino. Mesmo o presidente sírio, Bashar Assad, cujo país vinha tendo relações tumultuosas com o líder palestino Yasser Arafat desde que ele aceitou o esboço de um acordo de paz com Israel em 1993, externou forte apoio aos palestinos e disse que os israelenses eram ‘‘mais racistas do que os nazistas’’.
Mas ainda não está certo se os líderes árabes irão tão facilmente superar suas diferenças em relação ao Iraque, cujo invasão do Kuwait em 1990 causou profundas divisões entre os árabes.
Numa sucessão de discursos num luxuoso salão de conferência no coração da capital jordaniana, líderes árabes elogiaram os seis meses de levante palestino.
Em seu discurso de abertura, Assad enviou uma forte mensagem de reconciliação a Arafat. Os dois líderes selaram a reconciliação num encontro paralelo de 30 minutos, ontem, disse o ministro palestino da Informação e Cultura, Yasser Abed Rabbo.
‘‘Estendemos nossas mãos para nossos irmãos palestinos e dizemos a eles que estamos a seu lado... no estabelecimento de seu Estado palestino com Jerusalém como sua capital e estamos a seu lado no apoio à intifada’’, disse Assad em seu discurso.
Arafat pediu ajuda financeira árabe para os palestinos, cuja economia está paralisada devido a recorrentes bloqueios israelenses a seus territórios. Ele criticou especialmente o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, que tem dito que não assume concessões oferecidas por seu antecessor aos palestinos.
O presidente iraquiano, Saddam Hussein, num discurso lido por seu vice Izzat Ibrahim, ofereceu um exército para lutar contra Israel que iria ‘‘fazer o sangue dos ocupantes gelar’’.

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