France Presse
De Díli, Timor Leste
Os partidários da independência de Timor Leste começaram a voltar ontem, gradualmente, a Díli, capital do território, abandonada até sexta-feira diante do furor das milícias pró-indonésias, apesar da atividade das forças internacionais da ONU. Na sexta-feira, os regimentos do exército indonésio voltaram a atirar contra casas e acampamentos de timorenses. Segundo os oficiais indonésios, o objetivo é não deixar nada que possa ser ‘‘utilizável’’, após sua partida.
Ontem à tarde, grupos de manifestantes independentistas a bordo de caminhões e brandindo retratos do líder independentista Xanana Gusmão chegaram ao quartel-geral das forças australianas, no centro da capital Díli, para expressar sua alegria aos gritos de ‘‘Merdeka’’ (liberdade). Quase 80% da população se declarou a favor da independência no plebiscito realizado em 30 de agosto.
Alguns prédios incendiados pelas milícias, revoltadas com o resultado do plebiscito, continuavam fumegando ontem de manhã. O exército australiano, que dirige a operação de ‘‘estabilização’’, autorizada no território pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, continuava a construir fortificações em algumas zonas de segurança na cidade.
Em Jacarta Cerca de 700 estudantes tentaram chegar ontem ao parlamento de Jacarta, para protestar contra a lei de segurança, mas foram obrigados a recuar, por causa da repressão da polícia. Os estudantes, que se reuniram na Universidade de Atma Jaya, para um velório em memória das vítimas, realizaram uma marcha até o parlamento, a 1 quilômetro de distância, um dia depois das manifestações dos últimos dias, que deixaram sete mortos.Sob a proteção das forças internacionais das Nações Unidas, partidários da independência retornam à capital
France PresseVingançaPessoas apontadas como partidários ou membros das milícias pró-Indonésia, que provocaram verdadeiro banho de sangue em Timor, começam a ser presas em Díli, pelas forças das Nações Unidas e são agredidas, em plena rua, pelos timorenses que estão voltando à cidade depois da chegada do contingente da ONU

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