Sharm El Sheikh, o balneário do Sinai, onde será realizada hoje a cúpula sobre o Oriente Médio, é tanto o símbolo da soberania egípcia quanto o lugar ideal para receber hóspedes considerados delicados como Ehud Barak, por sua distância das manifestações antiisraelenses que ocorrem na capital Cairo.
Localizado entre as montanhas desérticas e o Mar Vermelho, o balneário possui um complexo hoteleiro em que se hospedam principalmente turistas italianos.
O que era um povoado transformou-se em cidade graças à chegada de funcionários de hotelaria, guias, taxistas e turistas, mas permanece adequadamente isolado do âmbito político e da agitação das grandes universidades.
As manifestações estudantis contra Israel continuam há dez dias, apesar de estarem oficialmente proibidas no Egito e serem apenas toleradas no câmpus universitários.
Milhares de estudantes manifestaram-se ontem, em diferentes regiões do país, contra a chegada de Barak. Vários policiais ficaram feridos durante os confrontos com estudantes que conseguiram deixar o recinto universitário para saquear um estabelecimento de ‘‘fast food’’ americano e queimar bandeiras israelenses.
O Egito, primeiro país árabe a firmar a paz com Israel, em 1979, continua, no entanto, com seus ataques contra seu antigo inimigo, principalment através da imprensa, segundo o embaixador israelense no Cairo, Zvi Mazel.
Conquistada por Israel durante a guerra de junho de 1967 junto com o resto do Sinai, tanto a cidade, como a região foram restituídas ao Egito em 25 de abril de 1982, como rezava o tratado de paz israelense-egípcio.
Sharm el Sheikh acolheu em 5 de setembro de 1999 a cúpula israelense-palestina sobre o memorando de Wye Plantation, e, em abril de 1996, ados ‘‘Construtores da Paz’’, na presença de dirigentes de todo o mundo chegados para apoiar o trabalhista Shimon Peres depois dos atentados islamitas palestinos em Israel.
A cúpula de hoje será realizada no hotel Golf Moevenpick Resort, situado perto do aeroporto. (France Presse)