Líderes se entregam; governo critica crime organizado
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
Folhapress 
São Paulo - Mais três líderes do movimento de oposição dos camisas vermelhas se entregaram à polícia, em meio aos esforços do governo da Tailândia para retomar a ordem após um dia de caos, distúrbios e incêndios. O governo quer processar todos os líderes pelo que classificou de ''crime organizado''.
''Nós estamos confiantes de que nos próximos dias a paz e civilidade voltarão à Tailândia'', disse o porta-voz do governo, Panitan Wattanayagorn. ''Nós entendemos a frustração deles, mas a violência que ocorreu anteontem à noite estava além da frustração. Era crime organizado.''
Segundo o jornal ''The Bangkok Post'', Veera Musikhapong, Weng Tojirakarn e Korkaew Pikulthong, líderes da Frente Unida pela Democracia e Contra a Ditadura, se entregaram a polícia na Divisão de Supressão ao Crime.
Korkaew emitiu um comunicado pedindo aos camisas vermelhas em todo o país a pararem com os protestos e para as tropas pararem de atirar nas pessoas.
Ontem outros líderes -Natthawut Saikua, Jatuporn Prompan, Wiphutalaeng Pattanaphumthai, Nisit Sinthuprai e Kwanchai Praipana- também se entregaram com pedidos para que os camisas vermelhas encerrem os protestos.
Apesar das autoridades terem restaurada a ordem em boa parte de Bancoc ontem, a paz ainda é frágil e há dúvidas de que os camisas vermelhas efetivamente desistiram dos protestos.
Milhares de manifestantes, a maioria da classe rural, deixaram o acampamento no coração financeiro de Bancoc, mas os conflitos e ao menos 75 mortos em dois meses deixam temores de confrontos. Por precaução, o governo da Tailândia decidiu estender até o próximo domingo o toque de recolher em Bancoc e outras 23 Províncias no norte e nordeste do país. A capital tailandesa amanheceu com alguns tiros isolados e milhares de militares em patrulha para evitar a repetição dos distúrbios e incêndios causados pelos camisas vermelhas e que acabaram com 14 mortos na véspera.


