Genebra - Apesar do esforço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que suas propostas fossem aceitas pelo G-8, ontem em Evian, o presidente mexicano Vicente Fox deu indicações de que pelo menos uma das sugestões do brasileiro já foi rejeitada pelos líderes mundiais. Lula apresentou uma proposta de que o comércio de armas fosse taxado e, parte da arrecadação transferida para um fundo contra a fome. Segundo Fox, membros do G-8 deram indicações de que esse não seria um caminho viável.
''O primeiro ministro Tony Blair (da Inglaterra) afirmou que dificilmente essa proposta se tornaria uma fonte de ingresso. Não seria a fórmula mais indicada e que teríamos que buscar outras vias'', contou o mexicano, que, ao lado de Lula, foi um dos convidados pelo G-8 para participar do evento em Evian.
O mexicano fez questão de mostrar que, ao contrário da proposta de Lula, a sua sugestão foi bem aceita pelos líderes mundiais. Fox apresentou um projeto de ''Aliança para a Prosperidade'', em que defende que os países ricos cumpram seus compromissos de negociar uma liberalização dos mercados agrícolas na Organização Mundial do Comércio (OMC). ''Os países emergentes fizeram as reformas que nos foram pedidas. (...) Queremos o compromisso de que as metas da ONU de redução de pobreza e da OMC sejam cumpridas'', afirmou Fox.

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