São Paulo - O presidente americano, George W. Bush, afirmou ontem que a falha no lançamento de um míssil de longa distância não diminui a necessidade de deter o programa nuclear norte-coreano.
A Coréia do Norte realizou ontem um novo teste com míssil, após o lançamento de outros seis mísseis terça-feira, acirrando as tensões na região e causando duras críticas da comunidade internacional.
Entre as armas testadas, está o míssil de longa distância Taepodong-2 que teria capacidade para atingir o Alasca e falhou 40 segundos após ser lançado, segundo autoridades americanas.
Autoridades do Japão e da Coréia do Sul afirmam que o míssil caiu no oceano, entre a Península da Coréia e o Japão. Os outros seis mísseis caíram no mar do Japão. ''Uma coisa que constatamos é que o míssil não voou por muito tempo'', afirmou Bush sobre o míssil Taepodong-2.
''Mas isso não diminui nosso desejo de resolver o problema'', disse. Segundo Bush, os testes com mísseis ''isolaram ainda mais'' Pyongyang do resto do mundo. ''Estes lançamentos de foguetes isolaram ainda mais o país, o que é triste para o povo norte-coreano'', disse.
O líder americano afirmou ainda que espera que a Coréia do Norte ''concorde em abandonar seu programa nuclear e aproveite a oportunidade de seguir em frente''.
A China o mais próximo aliado da Coréia do Norte também expressou preocupação com os testes com mísseis. ''Estamos extremamente preocupados com todos os eventos que estão acontecendo'', disse o ministro chinês das Relações Exteriores, Liu Jianchao, em um comunicado.
''Esperamos que todos os lados mantenham a calma e tomem atitudes que levem à paz e à estabilidade na Península da Coréia e no nordeste da Ásia e não adotem posturas que aumentem as tensões e compliquem a situação''.
A Coréia do Sul pediu uma ''resposta pacífica'' aos testes com mísseis norte-coreanos, alertando para o risco de a pressão sobre o país acirrar as tensões na Península da Coréia.
A União Européia (UE) também condenou veementemente os testes realizados pela Coréia do Norte, dizendo que eles ''geram tensões adicionais para a estabilidade regional, em um momento em que, para resolver a questão nuclear na Península da Coréia, é necessária a confiança mútua'', segundo uma nota da Presidência rotativa do órgão.
No comunicado, a UE pediu a Pyongyang (onde fica a sede do governo norte-coreano) que restabeleça a moratória sobre os testes de mísseis de longo alcance que o país lançou de forma unilateral em 1999.

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