Líderes examinam horrores em Kosovo
Laura King Associated Press
Ministros do Exterior e da Defesa da Europa Ocidental se emocionaram nesta quarta-feira diante de evidências de supostas atrocidades em Kosovo e imploraram ao povo da tumultuada região para não promoverem revanche pelos horrores. Também ontem, fuzileiros navais dos Estados Unidos mataram uma pessoa e feriram outras duas depois que o posto de controle onde estavam foi atacado a tiros.
Os ministros da Grã-Bretanha, França, Itália e Alemanha, as mais altas autoridades ocidentais a entrar em Kosovo desde o início de uma missão de paz liderada pela Otan em 12 junho, inspecionaram supostos locais de atrocidades, visitaram cidades tensas, e avaliaram o progresso da missão, que aumentou para 19 mil efetivos.
O ministro do Exterior britânico Robin Cook colocou roupas de proteção brancas e uma máscara enquanto passava por edificações em fazendas em Velika Krusa, onde várias dezenas de albaneses étnicos teriam sido mortos a tiros antes de as estruturas serem incendiadas.
Isto é apavorante, disse Cook. Eles deviam saber o que viria. Entendemos plenamente as emoções, a mágoa que tais massacres e tais atrocidades devem causar a todos aqueles que perderam parentes nesses eventos e que sobreviveram a eles, afirmou Cook mais tarde em entrevista coletiva com seus colegas em Pristina.
Mas pedimos àqueles que sobreviveram a tais atrocidades para deixar que as autoridades judiciais e a polícia cumpram a tarefa de fazer justiça por aqueles que morreram e nos deixar, aqui em Kosovo, quebrar o ciclo de violência e construir um futuro pacífico, não-violento pelo futuro das crianças de todas as comunidades de Kosovo, disse.
O ciclo de vingança prosseguiu em vários pontos de Kosovo nesta quarta-feira, como em Novake, uma vila sérvia de cerca de 50 casas que albaneses étnicos incendiaram - um dia depois de tê-las saqueado.
Marines dos Estados Unidos guardando um posto de controle no sudeste de Kosovo foram atacados a tiros na noite de ontem por pessoas não identificadas. Os fuzileiros navais responderam ao fogo, matando pelo menos uma pessoa, informou o general-brigadeiro John Craddock numa entrevista em seu quartel-general de Kosovo no Pentágono.
Os marines chamaram helicópteros de ataque, e os assaltantes, armados com fuzis AK-47 se renderam. Não ficou imediatamente claro se eles eram sérvios ou albaneses étnicos. Nenhum fuzileiro naval foi ferido.
Enquanto isto, refugiados albaneses étnicos continuam a ignorar avisos sobre minas terrestres e estão voltando para a província num ritmo alarmante - 207 mil apenas nos últimos oito dias, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).
A ONU estima que cerca de 860 mil albaneses étnicos fugiram ou foram expulsos de Kosovo por forças sérvias depois que a Otan deu início em 24 de março a uma campanha de bombardeio para forçar a Iugoslávia a aceitar um plano de paz para a província.Autoridades ocidentais visitam supostos locais de execuções na província; marines norte-americanos respondem a ataque e matam um
France PresseIsso é apavoranteO ministro do Exterior britânico Robin Cook inspecionou, com roupas e máscara de proteção, edificações onde dezenas de albaneses étnicos foram executados, em Velika Krusa. Os supostos locais de massacres foram citados pelo tribunal de guerra internacional no indiciamento do presidente iugoslavo Slobodan Milosevic





