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m de leitura Atualizado em 15/03/2022, 19:53

Líderes do Leste Europeu viajam a Kiev para encontro com Zelenski

Premiês de Eslovênia, Polônia e República Tcheca fizeram uma viagem arriscada, de trem, à capital da Ucrânia que está sob ataque russo

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 15 de março de 2022


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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Líderes do Leste Europeu chegaram a Kiev na noite desta terça-feira (15), tarde no Brasil. O primeiro-ministro da Polônia, Mateusz Morawiecki, publicou em suas redes sociais fotos com seus homólogos da República Tcheca e da Eslovênia já na capital ucraniana, segundo ele.

"Esta guerra é o resultado do tirano cruel que ataca civis vulneráveis, bombardeando cidades e hospitais na Ucrânia", escreveu o premiê polonês, em referência ao presidente russo, Vladimir Putin.

"É aqui, em uma Kiev devastada pela guerra, que a história está sendo feita. É aqui que a liberdade luta contra o mundo da tirania. É aqui que o futuro de todos nós está na balança. A União Europeia apoia a Ucrânia, que pode contar com a ajuda dos seus amigos, trouxemos hoje esta mensagem a Kiev", acrescentou ele em um outro post.

Nos registros, é possível ver Morawiecki junto com os premiês esloveno, Janez Jansa, e tcheco, Petr Fiala, analisando um mapa. Fiala também publicou em suas redes sociais as fotos e disse que o grupo se encontrará com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski. Ainda faz parte da comitiva o vice-primeiro-ministro polonês, Jaroslaw Kaczynski.

A ida dos três líderes europeus é simbólica e, de certa forma, arriscada, já que a capital ucraniana enfrenta bombardeios russos desde o início da invasão, no último dia 24. O transporte da comitiva é feito por trem, meio de transporte considerado mais adequado pelos premiês.

A Polônia vem, nos últimos dias, endurecendo o discurso contra os russos, pedindo inclusive que a Otan - organização da qual Varsóvia faz parte -  seja mais ativa militarmente no conflito.

Biden em Bruxelas 

 A Casa Branca confirmou, nesta terça-feira (15), que o presidente dos EUA, Joe Biden, irá à Bruxelas na semana que vem para participar de uma cúpula extraordinária da Otan, marcada para o próximo dia 24. De acordo com a porta-voz do governo americano, Jen Psaki, a viagem tem o objetivo de reafirmar o "compromisso de ferro" dos Estados Unidos com seus aliados, em meio à ofensiva russa na Ucrânia.

"Seu objetivo é se encontrar pessoalmente [com os líderes europeus], conversar e avaliar onde estamos neste momento do conflito", disse Psaki a jornalistas em uma entrevista coletiva. "Estamos incrivelmente alinhados até hoje, isso não acontece por acaso", acrescentou. Biden também participará de uma reunião de chefes de Estado e de governo da União Europeia, onde os líderes discutirão mais sanções econômicas contra a Rússia. Circula na imprensa americana a notícia de que Biden também possa visitar a Polônia, além de se encontrar com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski. Essas possibilidades, porém, não foram confirmadas por Psaki, que disse que os detalhes da viagem ainda estão sendo elaborados.

O encontro extraordinário da Otan foi anunciado nesta terça, pelo secretário-geral da aliança, Jens Stoltenberg. "Vamos abordar a invasão da Ucrânia pela Rússia, nosso forte apoio à Ucrânia e fortalecer ainda mais a dissuasão e defesa da Otan. Neste momento crítico, a América do Norte e a Europa devem continuar unidas", declarou em post no Twitter. Ainda nesta terça, Biden assinaria uma lei que destinaria US$ 13,6 bilhões em assistência de segurança à Ucrânia.