Líderes defendem fim do embargo a Cuba
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terça-feira, 29 de setembro de 2015
Folhapress 
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o ditador de Cuba, Raúl Castro, fizeram ontem na sede da ONU seu segundo encontro desde a retomada das relações diplomáticas entre os dois países, em dezembro. A reunião começou por volta das 10 horas locais (11 horas em Brasília) quando os dois trocaram sorrisos e apertos de mão na frente dos fotógrafos. Em seguida, os dirigentes e suas comitivas entraram na reunião a portas fechadas.
Segundo o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, Raúl Castro reiterou a Obama seus pedidos pelo fim do embargo econômico à ilha e pelo fechamento e devolução do território da base militar americana de Guantánamo. O fim das restrições financeiras, impostas em 1962, é defendido também pelo presidente americano. Porém, a medida só pode ser derrubada pelo Congresso, dominado pelos republicanos. Os rivais de Obama são contrários às relações com a ilha comunista e tentaram impedir as medidas no Legislativo, apesar do apoio da população americana.
Em nove meses, os países reabriram as embaixadas e relaxaram restrições de viagens e econômicas. O último passo foi a facilitação feita pelos EUA para americanos que queiram visitar ou fazer negócios em Cuba. Todas as medidas tomadas até o momento pelos Estados Unidos em relação a Cuba foram tomadas por decreto-lei, sem a interferência do Legislativo.
O primeiro encontro entre Barack Obama e Raúl Castro foi em abril, durante a Cúpula das Américas, no Panamá. Os dois ainda trocaram telefonemas, sendo o último pouco antes da visita do papa Francisco aos dois países.
ASSEMBLEIA
O encontro acontece após os dois dirigentes defenderem a retomada das relações e o fim do embargo econômico em discursos na Assembleia-Geral da ONU, anteontem. "Um longo e complexo processo pela normalização das relações foi iniciado, mas só será alcançado com o fim do embargo financeiro, comercial e econômico a Cuba", discursou Castro.
Obama destacou a reconciliação entre EUA e Cuba como exemplo de que uma era de entendimento no lugar de conflitos é possível. "Continuamos tendo diferenças com o governo cubano e continuaremos a defender os direitos humanos, mas faremos isso por meio da diplomacia e do crescimento do comércio."


