São Paulo - Duas semanas depois de um brutal ataque a brasileiros na cidade de Albina, o governo surinamês concluiu parte das investigações sobre o crime e identificou 18 homens apontados como líderes dos 300 quilombolas (descendentes de escravos - chamados de ''marrons'') que realizaram o crime. Ainda não há um número exato de quantas seriam as vítimas, mas uma estimativa aponta para, ao menos, 20 feridos.
As mulheres foram atacadas, no último dia 24, quando descendentes de escravos agrediram brasileiros em uma região de garimpo no país vizinho. Algumas delas disseram que não chegaram a ser estupradas, mas que foram mordidas em áreas íntimas e apanharam dos agressores.
Segundo o Serviço de Inteligência surinamês, vários dos homens identificados já têm passagens pela polícia. O embaixador brasileiro em Paramaribo, José Luiz Machado e Costa, disse que não há risco de novos ataques. ''As autoridades do Suriname garantem que o que houve foi um crime isolado e que as ameaças de novos ataques estão afastadas. Por segurança, foi reforçado o esquema de policiamento em Albina e no interior do país'', disse o embaixador. ''O Serviço de Inteligência está monitorando tudo.'' Segundo ele, o desafio agora é dar assistência aos brasileiros que estavam em Albina e aos demais que vivem no Suriname.

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