Líderes da AL chegam a Cuba
France Presse,
de Havana
Pela primeira vez desde a vitória da Revolução em 1959, presidentes latino-americanos congregavam-se ontem em Havana, prontos para participar amanhã de uma reunião de cúpula, junto com o rei de Espanha e os demais líderes ibéricos, destacando assim, com sua presença, a vontade de ver finalizado o isolamento do regime comunista cubano.
Militantes da asfixiada oposição interna cubana iniciaram ontem uma série de encontros com os participantes para pressionar por reformas políticas. O rei Juan Carlos, o presidente do governo espanhol, José María Aznar, e os presidentes do Uruguai, Julio Sanguinetti, do Peru, Alberto Fujimori, da República Dominicana, Leonel Fernández, e do Haiti, René Preval, chegaram ontem em Havana.
Sábado chegaram os presidentes Fernando Henrique Cardoso do Brasil, Ernesto Zedillo do México, e o primeiro-ministro português, Antonio Guterres, recebidos pelo presidente cubano Fidel Castro no aeroporto internacional José Martí.
A maioria dos países latino-americanos rompeu relações com Cuba em 1961 e apoiou o embargo econômico decretado pelos Estados Unidos em 1962, que ainda perdura. Com a transição para a democracia na América Latina, iniciada em 1983 na Argentina, e o fim da guerra fria em 1989, todos os países restabeleceram relações diplomáticas com Havana, exceto Costa Rica, El Salvador e Honduras.
A cúpula de Havana se vê empanada pela ausência de cinco presidentes latino-americanos por diferentes motivos. (Leia mais sobre este assunto no caderno Folha Economia)





