O subcomandante Marcos, estrategista militar e político da guerrilha zapatista, aceitou a retomada do diálogo de paz com o recém-empossado governo do conservador Vicente Fox no Estado mexicano de Chiapas, situado no sul do país, mas impôs condições.
O líder guerrilheiro afirmou que, uma vez cumpridas suas exigências, reconhecerá Luis Alvarez – designado como representante do governo nas negociações de paz – como interlocutor ‘‘válido’’.
Entre os principais pontos exigidos por Marcos para retomar as conversações estão a desmilitarização de Chiapas e a aprovação da lei de cultura e direitos indígenas no Congresso.
O pronunciamento ocorreu 24 horas depois de Fox ter tomado posse como presidente mexicano e após sua ordem para que o Exército retire suas tropas da zona de influência zapatista, em uma primeira ação do governo para propiciar o diálogo de paz.
Marcos, que convocou uma entrevista coletiva na comunidade de La Realidad – local considerado bastião zapatista na Selva Lacandona –, anunciou também que em fevereiro viajará à capital mexicana para impulsionar a aprovação do Congresso da iniciativa de lei de cultura e direitos indígenas.
O líder do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), anunciou que viajará acompanhado de 24 comandantes, entre eles, ‘‘Tacho’’ e ‘‘David’’.

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