Gritando ''Longa Vida Osama!'' e ''Morte à América!'', manifestantes queimaram bandeiras americanas e um boneco representando o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para depois invadirem a abandonada embaixada dos Estados Unidos na capital afegã, incendiando carros velhos e uma guarita e
arrancando o brasão americano do prédio.
O recluso líder do Taleban, mulá Mohammed Omar, apelou aos afegãos que partiram da capital, Cabul, para retornarem. Mesmo se a cidade for atacada, eles estarão seguros, garantiu ele num fax enviado para meios de comunicação no Paquistão. Mas, segundo ele, é ''mais provável'' que não haja um ataque porque os EUA não têm provas de que Osama bin Laden foi o responsável pelos ataques terroristas de 11 de setembro.
Os Estados Unidos suspeitam que Bin Laden foi o organizador dos ataques e exigem que o Taleban - que abriga o exilado saudita pelos últimos cinco anos - o entregue para enfrentar a justiça ou sofrerá represálias.
O antigo prédio da embaixada, abandonado desde 1988, era guardado por poucos guardas de segurança afegãos, que não tinham como conter a multidão. Uma grossa nuvem de fumaça subia aos céus dos cerca de cinco veículos incendiados no terreno da embaixada, e vários homens usaram martelos para remover o grande brasão circular dos EUA na porta da frente.
Na capital do vizinho Paquistão, Islamabad, oficiais paquistaneses e dos EUA chegaram a um amplo acordo sobre um programa antiterrorista, que inclui colaboração para um possível ataque contra bases terroristas no Afeganistão. Mas alguns pontos controversos persistiam.
Pedindo para não serem identificados, os oficiais disseram que os dois lados querem minimizar o uso de forças terrestres em qualquer ataque. Eles também afirmaram que emergiram algumas diferenças durante as conversações, que tiveram início na segunda-feira entre altos oficiais paquistaneses e uma delegação americana composta por representantes da defesa e da inteligência.
Algumas diferenças teriam sido resolvidas na terça-feira num encontro entre integrantes da delegação americana e o presidente do Paquistão, general Pervez Musharraf, segundo autoridades, que não especificaram quais delas.

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