O presidente paquistanês, general Pervez Musharraf, invocou a sabedoria do Islã, as más intenções da Índia e as ameaças sobre as capacidades nucleares do país para justificar seu apoio total a Washington na guerra que está preparando.
Desde que começou a crise consecutiva aos atentados da semana passada contra os EUA, o general Musharraf está na corda bamba, submetido às pressões dos Estados Unidos e dos islamitas paquistaneses.
Washington não oferece mais opções do que ser seu amigo ou seu inimigo e os islamitas de seu país o ameaçam com uma guerra civil em caso de aliança militar com os Estados Unidos.
O discurso de Musharraf na televisão quarta-feira à noite foi a última etapa decisiva de uma campanha destinada a mobilizar a opinião pública.
Segundo um analista, ''era o passo obrigatório para convencer o povo'' da justiça da decisão paquistanesa de cooperação com Washington, que declarou guerra a Osama bin Laden, convidado dos talebans do Afeganistão.
O general Musharraf, que falou a seus compatriotas em idioma urdu, afirmou que o Paquistão enfrenta atualmente a situação mais grave desde a guerra de 1971 contra a Índia. O general presidente invocou quatro aspectos críticos'' que pesaram em sua determinação de unir-se a Washington: 1) ''a segurança do país e a ameaça externa'' indiana: 2) ''o renascimento da economia'' (ele espera uma ajuda financeira em troca de seu apoio): 3) ''as conquistas estratégicas nucleares'' do Paquistão. e 4) ''a causa da Caxemira'' (território disputado com a Índia desde 1947).

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