Seul - O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, celebrou o teste com "sucesso" de um míssil submarino, anunciou ontem a imprensa estatal, que destacou a capacidade do país de atacar quando desejar a Coreia do Sul e os Estados Unidos. O ministério sul-coreano da Defesa informou no sábado que o lançamento foi aparentemente um fracasso, já que o míssil, disparado desde um submarino no Mar do Japão, percorreu apenas 30 quilômetros.

O governo dos Estados Unidos ressaltou que o teste representa uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e pediu ao regime comunista que não realize ações que poderiam desestabilizar ainda mais a região. Mas a agência estatal norte-coreana KCNA insistiu que o teste, que teria sido supervisionado pessoalmente por Kim, confirmou "a confiabilidade do sistema coreano de disparo submarino".

De acordo com o jovem líder norte-coreano, citado pela agência, Pyongyang "é agora capaz de atacar quando desejar os comandantes das forças fantoches da Coreia do Sul e os imperialistas dos Estados Unidos". "Este êxito revelador representa um novo presente que os cientistas e técnicos da Defesa dão aos grandes líderes e ao partido", teria afirmado.

Pyongyang tenta há muito tempo desenvolver sua tecnologia de mísseis balísticos submarinos para poder aumentar a escala de seu programa nuclear, o que permitiria seguir além da península coreana. O regime norte-coreano executou vários testes de mísseis balísticos submarinos que classificou disparos de sucesso, mas as afirmações foram questionadas por especialistas, que sugerem que o país ainda não superou a etapa preliminar, baseada em plataformas submersas.

VIOLAÇÃO
O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou ontem a Coreia do Norte pelo lançamento do míssil. "Os membros do Conselho de Segurança reiteram sua séria preocupação de que essas atividades com mísseis balísticos podem contribuir para o desenvolvimento de sistemas de lançamento de armas nucleares e para o aumento da tensão na região e além", acrescentou a declaração. Foi pedido a Pyongyang "que se abstenha de maiores ações em violação às resoluções do Conselho e que cumpra todas as suas obrigações no que se refere a essas resoluções, incluindo a suspensão de todas as suas atividades relacionadas a seu programa de mísseis balísticos e, nesse contexto, que restabeleça seu compromisso com a moratória do lançamento de mísseis".

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