Líder do Hamas é morto em Gaza
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sexta-feira, 02 de janeiro de 2009
Folhapress 
Nizar Rayan, um dos principais líderes do movimento islâmico Hamas, foi morto ontem em um bombardeio aéreo israelense contra um campo de refugiados, no norte da faixa de Gaza. Rayan é o mais alto responsável do Hamas morto por Israel desde sábado, início da ofensiva militar que já deixou 400 mortos e 1.700 feridos.
Nizar Rayan, um dos líderes da ala mais radical do Hamas, foi morto na casa onde vivia com uma de suas quatro mulheres, em Jabaliya. Ao menos sete outras pessoas morreram durante os ataques.
Rayam era o líder mais importante do Hamas e o responsável por coordenar as Brigadas de Ezedin al-Qassam, braço político e militar do movimento. Ele defendia o reinício dos atentados suicidas em Israel em resposta ao bombardeio em massa na faixa de Gaza.
Os ataques de Israel atingiram diversos pontos vinculados ao Hamas, como ministérios, casas de ativistas, delegacias, mesquitas, a sede de uma ONG e edifícios da Universidade Islâmica.
O bombardeio não cessa. Ontem, na cidade de Rafah, um F-16 israelense disparou um míssil que matou dois palestinos e feriu dez. Fontes médicas do hospital desta localidade fronteiriça com o Egito também anunciaram a morte de dois civis no ataque à casa de um membro do Hamas.
Também foram destruídos cinco túneis subterrâneos na fronteira entre Gaza e o Sinai, pelos quais passavam contrabandos de armas e todo tipo de produtos após o bloqueio israelense, estabelecido em 2007 como forma de enfraquecer o poder do Hamas na região.
Alguns moradores disseram ainda que houve bombardeios terrestres, que se juntam aos realizados pelos navios de guerra que patrulham o litoral de Gaza.
O Exército atacou um centro de operações policiais em Rafah e um imóvel das autoridades litorâneas do Hamas, próximo da Cidade de Gaza.
As milícias palestinas do Hamas, por outro lado, continuam lançando foguetes contra Israel, em um raio de 40 quilômetros da fronteira.
Seis projéteis caíram ontem na região de Eshkol e dois foguetes na cidade de Beer Sheva. Os ataques já mataram quatro civis.
A inteligência militar israelense disse ter destruído, nos últimos bombardeios, um terço do arsenal de foguetes dos grupos armados palestinos. O Hamas, contudo, nega que os bombardeios tenham diminuído seu controle sobre a região.


