Líder do Al-Fatah morre em explosão
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segunda-feira, 18 de dezembro de 2000
Agência Estado De Jerusalém 
Uma explosão próxima ao campo de refugiados Kalandia, na Cisjordânia, teria causado ontem a morte de Samij al-Málabi, um dos principais dirigentes do movimento palestino Shabiba, a juventude da Al-Fatah, a maior facção da Organização para Libertação da Palestina (OLP), liderada pelo líder Yasser Arafat. Os líderes palestinos estão investigando se Al-Málabi morreu em confronto com tropas israelenses ou por acidente, durante a preparação de uma granada. O exército israelense ainda não se posicionou sobre a morte do palestino.
O Al-Fatah, principal corrente política de Araft, defende o nacionalismo palestino. A liderança local do grupo teve participação fundamental na chamada Intifada até obter a volta dos líderes exilados para os territórios ocupados por Israel, garantida no acordo firmado em Oslo, em 1994. A Fatah foi a primeira facção a lançar ataques armados contra Israel e a primeira a dar passos em direção a paz no Oriente Médio.
Em Ramalá, na Cisjordânia, um palestino de 18 anos foi morto ontem por colonos judeus em uma estrada próxima, segundo testemunhas. Mohammed Hamad Chalech, do povoado de Abu Chujaydim, foi assassinado por disparos feitos de um carro de colonos quando estava na margem da estrada, informaram as testemunhas.
Pouco antes, pedras haviam sido lançadas contra veículos de colonos, acrescentaram as fontes. Seu corpo foi achado por militares israelenses e entregue à polícia para autópsia e para a abertura de inquérito, declarou um porta-voz militar.
Agora são 342 mortos desde o início da Intifada, em 28 de setembro: 289 palestinos, um alemão, 13 árabes-israelenses e 38 israelenses. Ontem, dois palestinos acusados de colaborar com Israel também foram assassinados por palestinos na Cisjordânia.
Também na Cisjordânia, o chanceler israelense, Shlomo Ben-Ami, mencionou ontem, em declaração à rádio militar, um possível compromisso com os palestinos sobre a Esplanada das Mesquitas, localizada na Cidade Velha de Jerusalém, local sagrado dos muçulmanos. Há de se encontrar uma solução para o Monte do Tempo (denominação judia para o lugar onde está localizada a Explanada das Mesquitas) e assim converger em definitiva a atual situação e o controle efetivo que existe sobre o terreno, disse Ben Ami.
A declaração de Ben Ami é uma referência ao fato de que o Waqf, organismo palestino responsável pelos bens muçulmanos, administra diariamente a Esplanada das Mesquitas, construída no local onde se encontra o Monte do Templo, o lugar mais sagrado do judaísmo, do qual só resta o Muro das Lamentações.


