Líder da rebelião no Peru é perseguido através de montanhas
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terça-feira, 31 de outubro de 2000
Associated Press De Lima 
O tenente-coronel peruano Ollanta Humala, com apenas sete homens a seu lado, era ontem alvo de perseguição, através das montanhas do sul do país, por tropas que tentam pôr fim à sublevação por ele iniciada no domingo passado.
Em declarações por telefone a uma rádio e um canal de televisão de Lima, Ollanta disse ainda esperar receber apoio dos demais soldados com os quais iniciou há dois dias sua rebelião.
Não perco a esperança. Há comandantes de unidades que antes me haviam oferecido seu apoio, e continuo esperando por esse apoio, disse.
O tenente-coronel, que não deu indicações de onde se encontrava, negou que esteja servindo de instrumento para outras pessoas, inclusive para o ex-assessor de Inteligência Vladimiro Montesinos.
Ele disse esperar que não haja derramamento de sangue, e que gostaria de entrar em contato com o comandante-chefe do Exército e até mesmo, se possível, com o presidente Alberto Fujimori.
Embora nada tenha sido divulgado oficialmente sobre as buscas a Humala, os jornais calculam que entre 100 e 500 militares estejam envolvidos nas operações nos Andes.
Há indícios de que Humala se encontre em algum ponto dessa região, acompanhado de apenas sete homens, após as deserções e resgates da maioria dos 50 soldados além de três civis com os quais iniciou a rebelião.
Dois helicópteros aterrissaram esta manhã em Moqueguam com pelo menos 30 soldados que, segundo a imprensa, foram recolhidos após abandonarem o líder rebelde. Eles desceram do aparelho em fila indiana, usando uniformes de campanha e carregando fuzis.
Ao mesmo tempo, cresciam as especulações em torno do que teria motivado a ação de Humala, qualificado por alguns de idealista e por outros de dissimulado.


