Líder da Líbia diz que houve um crime racial
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segunda-feira, 01 de setembro de 1997
France Press Tripoli 
O dirigente líbio Muamar Kadhafi considerou ontem a morte de Lady Diana e de seu amigo egípcio Dodi al-Fayed um crime racista cometido pela Grã-Bretanha em conivência com os serviços de inteligência franceses.
Em declarações ao comitê social, uma das instâncias do poder líbio, Kadhafi, que festejou ontem o vigésimo oitavo aniversário de sua ascensão ao poder, destacou que o assassinato da princesa Diana foi o mais horrível dos crimes e um ato de racismo religioso e étnico, uma violação dos direitos humanos e das leis internacionais.
Segundo Kadhafi, a Grã-Bretanha é o país mais vil. Cometeu um crime executando um cidadão árabe que quis se casar com uma princesa inglesa e preparou o acidente com os serviços de inteligência franceses.
Nenhuma criança do mundo pode crer que este acidente seja pura coincidência. Os ingleses devem confessar que são criminosos e decadentes e já não podem falar de terrorismo ou de direitos humanos, acrescentou.
O coronel Kadhafi estimou que se a Líbia tivesse sido responsável pelo ocorrido, poderia ter sido bombardeada, fazendo alusão ao bombardeio das cidades líbias de Trípoli e Benghazi pela aviação norte-americana em 1986.
Numa primeira reação, a televisão estatal líbia acusou domingo a Grã-Bretanha de ter assssinado a princesa Diana e Dodi al-Fayed, sem dar maiores detalhes sobre isto.
A tese de complô racista foi por sua vez evocada domingo no Cairo pela agência oficial egípcia MENA, segundo a qual, o desenrolar dos acontecimentos e o ataque racista bárbaro que precederam o acidente sugerem que poderia se tratar de um complô.
As relações entre Líbia e Grã-Bretanha passam pelo pior momento desde o atentado contra um avião da Panam, que causou 270 mortos em 1988 na localidade escocesa de Lockerbie.


