A Itália poderia conceder asilo político ao líder da guerrilha curda, Abdullah Ocalan, informaram ontem os meios de comunicação de Roma, enquanto a Turquia preparava o pedido de extradição do homem mais procurado neste país. A Alemanha também estuda a possibilidade de pedir a extradição do líder curdo, acusado de ordenar ataques terroristas no país há mais de oito anos.
Simpatizantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, PKK, organização liderada por Ocalan, realizaram protestos pacíficos pedindo sua libertação. Segundo o jornal ‘‘La Repubblica’’, o líder do Partido Democrático de Esquerda (que integra a coalizão de governo), Walter Veltroni, afirmou que existem motivos para a Itália conceder asilo a Ocalan.
Ocalan que foi preso no dia 12 depois de chegar a Roma em avião procedente de Moscou, se encontra em um hospital sob custódia policial. As leis italianas proíbem a extradição de criminosos a países onde vigora a pena de morte. O líder do PKK está sendo julgado à revelia na Turquia, e a acusação pede a pena de morte, que não é aplicada no país desde 1984. O ministro da Justiça turco, Hasan Denizkurdu, propôs ontem que o governo revogue rapidamente a pena capital e a substitua pela prisão perpétua.

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