Líder comanda atentados
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terça-feira, 10 de junho de 2003
France Presse 
Jerusalém- Abdelaziz al-Rantissi, que escapou por um triz de um ataque de helicópteros israelenses em Gaza, é considerado o líder da corrente radical do movimento islamita palestino Hamas. Pediatra de formação, 55 anos, ele é um dos principais dirigentes do movimento responsável pelo planejamento da maioria dos atentados suicidas palestinos.
Suas primeiras palavras na cama do hospital onde foi internado, depois de uma cirurgia a que foi submetido ontem, foram uma advertência a Israel de que ''não ficará nenhum judeu na Palestina''. Ele concedeu uma breve entrevista à rede de TV por satélite Al-Jazeera, de Qatar.
Bom orador, Rantissi é um dos líderes do Hamas que melhor se expressa em inglês, língua que aprendeu durante seus estudos universitários no Egito.
Membro da direção do Hamas, Rantissi é considerado de fato o chefe político do movimento, que tem como líder espiritual o xeque Ahmed Yassin.
Filho de uma família numerosa com doze crianças, passou seus primeiros anos no campo de refugiados de Jan Yunés, no sul da Faixa de Gaza. Educado numa escola da Agência da Nações Unidas para a Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNRWA), partiu em 1965 para Alexandria (Egito) para seguir estudos de medicina. Depois de conseguir o diploma em 1971, Rantissi regressou a Jan Yunés.
Rapidamente seu compromisso político lhe causou problemas com as autoridades militares israelenses. Em 1982, passou três semanas na prisão por ter-se negado a pagar impostos.
Dois anos mais tarde, a administração militar israelense o afastou de seu trabalho no hospital de Jan Yunés.
Co-fundador em 1987 do Hamas (Movimento da Resistência Islâmica), que diz responder aos anseios dos Irmãos Muçulmanos, Rantissi foi detido novamente em várias ocasiões pelo exército israelense.


