O líder cambojano Hun Sen rejeitou a insistência do notório chefe guerrilheiro Pol Pot de que ele não foi responsável por genocídio, e disse que ele espera prender o líder do regime dos ‘‘Campos da Morte’’ até o fim do ano.
‘‘Por que precisamos comentar que Pol Pot negou ter matado pessoas? As pessoas que estão presentes aqui são o que sobrou dos assassinatos de Pol Pot’’, afirmou Hun Sen numa entrevista coletiva em Siem Reap depois de reunir-se com o rei cambojano, Norodom Sihanouk.
Pol Pot, numa entrevista coletiva na última edição da revista Far East Economic Review, baseada em Hong Kong, negou que mais de um milhão de cambojanos morreram assassinados, de doenças, fome ou trabalhos forçados durante o regime dos ‘‘Campos da Morte’’, de 1975 a 1979.
‘‘Dizer que milhões morreram é exagero’’, afirmou ele na entrevista. ‘‘Minha consciência está limpa’’.
Antigos camaradas de Pol Pot o destituíram da liderança da guerrilha do Khmer Vermelho em junho depois de uma sangrenta divisão entre os altos líderes. Ele agora vive sob prisão domiciliar no quartel-geral do Khmer Vermelho em Anlong Veng, na floresta do norte cambojano.

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